Como identificar uma carta graduada falsa
Case falso existe, e está melhor a cada ano. O que não se falsifica é o registro na base da graduadora - e conferir leva trinta segundos. O resto deste guia é o que olhar antes.
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A resposta curta é sim
Case falsificado existe. Fabricam-se cases parecidos, imprimem-se etiquetas parecidas, e lacra-se dentro uma carta que não merecia aquela nota - ou que nem é autêntica.
Quem diz que isso é impossível está vendendo alguma coisa. O que é verdade é outra: falsificar o case é fácil e falsificar o REGISTRO é impossível, porque o registro não está no case, está no servidor da graduadora.
Todo slab de verdade tem um número de certificado, e esse número existe numa base pública da própria graduadora. É uma consulta de graça, que leva trinta segundos e que qualquer pessoa pode fazer antes de pagar.
Comece pela consulta, não pelo case
A ordem importa. Examinar o case primeiro é o caminho mais longo e o menos conclusivo: exige experiência, boa luz e, em vários casos, ter um slab verdadeiro do lado para comparar. A consulta não exige nada disso e responde sozinha na maioria das vezes.
Peça o número do certificado a quem está vendendo, abra a base da graduadora e digite. A consulta devolve qual carta é, de que coleção, qual a nota - e, em várias delas, a foto que a própria graduadora tirou quando lacrou.
Quatro coisas têm que bater: o nome da carta, a coleção e o número dela, a nota com a palavra ao lado, e a foto quando houver. Um número que devolve outra carta, ou que não existe, encerra a conversa ali.
Vendedor que se recusa a passar o número também encerra. Não existe razão legítima para esconder: o número está impresso na etiqueta, visível em qualquer foto do slab, e não dá acesso a nada além da própria consulta.

- Ano, coleção e carta. De que época é, e qual carta exatamente.
- Número na coleção. O que separa a carta de uma reimpressão parecida.
- A nota, e a palavra ao lado. A palavra é a faixa. É ela que separa dois dez.
- Número do certificado. O que se consulta na base da graduadora antes de pagar.
Desenho, não foto: a forma é comum às cinco graduadoras, e o número do certificado fica coberto nas nossas fotos. Ele vai para o comprador na negociação.
Os detalhes do case da PSA
Quando a consulta não é possível - o vendedor sumiu, a foto está ruim, a carta já está na sua mão - sobra o case. A PSA põe no case alguns detalhes que a réplica costuma errar, e eles servem de roteiro.
Vale uma ressalva antes da lista: esta parte não é conhecimento nosso de bancada. É o roteiro publicado pela Legit App, que autentica slabs profissionalmente, e está aqui porque é útil e porque a fonte é checável. Nenhum item desta lista vale mais do que o número conferido na base.
E há um limite honesto em todos eles: são comparações. Sem ter visto um case verdadeiro de perto, gravação rasa e ponto irregular querem dizer pouco. Use como sinal de alerta, não como veredito.
- Luz UV: no case verdadeiro a palavra PSA aparece brilhando de forma uniforme, em dois pontos fixos. Na réplica o brilho sai irregular, forte demais ou fora de lugar.
- Canto inferior direito: o logo da PSA vem gravado e limpo. Réplica costuma não ter, ou ter gravação rasa e desigual.
- Canto inferior esquerdo: o número 21, gravado com traço firme. Em réplica ele costuma sumir ou vir trocado.
- Etiqueta sob lupa: pontinhos azul-claros finos e uniformes. Na réplica eles borram e saem irregulares.
- Marca de água: no original ela é discreta. Réplica costuma exagerar, com marca escura e invasiva.
- Fonte e alinhamento: compare com uma foto oficial. Letra fora do padrão e texto torto são sinal.
O que olhar em qualquer graduadora
Os detalhes acima são da PSA. CGC, Beckett, TAG e AGS têm os seus, e nada disso é padronizado entre marcas. O que vale para todas é mais simples e mais difícil de forjar bem.
O lacre é o primeiro. Case de verdade é selado por ultrassom e não tem emenda, cola nem parafuso. Qualquer sinal de que aquilo foi aberto e fechado invalida tudo o que a etiqueta diz, mesmo que a etiqueta seja autêntica - porque a carta lá dentro pode ter sido trocada.
A impressão da etiqueta é o segundo. Fonte irregular, alinhamento torto, cor que não bate com a da graduadora. Compare com qualquer foto oficial: as graduadoras imprimem milhões dessas e a consistência delas é alta.
E preço bom demais é o terceiro. Uma carta anunciada muito abaixo do que o mercado pede para aquela nota é um sinal, não uma sorte.
- Lacre sem emenda, cola ou parafuso. Case reaberto invalida a etiqueta.
- Etiqueta com impressão consistente: fonte, alinhamento e cor.
- Número do certificado legível, e que a base confirma.
- Preço compatível com o que o mercado pede para aquela nota.
Onde o risco é maior
Existe um teste que dispensa lupa, luz UV e experiência: a conta. Antes de uma carta ser anunciada como graduada, alguém pagou a taxa da graduadora, o frete de ida, o frete de volta e o seguro. Esse custo existe antes de qualquer lucro, e ele não é pequeno.
Então um slab anunciado por alguns dólares não é pechincha. É uma afirmação de que nada disso aconteceu - porque, se tivesse acontecido, o anúncio estaria dando prejuízo em cima de cada unidade vendida.
É por isso que marketplace genérico é o pior lugar possível para comprar carta graduada. Em sites como AliExpress e Temu qualquer um anuncia, a plataforma não confere slab nenhum, e os anúncios de carta graduada que aparecem por lá costumam estar bem abaixo do custo de graduar. Vários se descrevem como custom, proxy ou replica na própria descrição. Outros não descrevem nada.
O raciocínio vale para qualquer lugar, inclusive marketplace brasileiro e grupo de rede social. O que muda o risco não é a plataforma: é o vendedor passar ou não o número do certificado.
- Preço abaixo do que custa graduar a carta. É o sinal mais forte de todos.
- Várias unidades da mesma carta na mesma nota. Slab é peça única, e estoque disso não existe.
- Nenhum número de certificado no anúncio nem visível nas fotos.
- Fotos genéricas, ou a mesma foto aparecendo em vários anúncios diferentes.
- As palavras custom, proxy, replica ou fan made em qualquer lugar da página.
- Vendedor sem histórico no mercado de cartas.
Já comprei. E agora?
Primeiro, consulte o número antes de qualquer outra coisa, e tire print da tela da graduadora. A consulta é a sua prova, e ela vale mais do que qualquer foto do case.
Não quebre o case. Um slab aberto vira carta solta sem nota, e você perde tanto a possibilidade de devolver quanto a de provar o que recebeu. Fotografe o case inteiro, dos dois lados, com a etiqueta legível.
Com o print da consulta e as fotos, abra a disputa na plataforma dentro do prazo dela, e denuncie o anúncio. Pagamento feito por fora da plataforma, em transferência direta, costuma não ter essa volta - que é mais um motivo para não fazer.
O que a gente faz antes de anunciar
Todo certificado é conferido por nós na base da própria graduadora antes de a carta entrar no site. Não é uma promessa de confiança: é uma consulta, e é a mesma que você pode refazer.
A foto que aparece no anúncio é do slab que está conosco, e não arte de catálogo. É a forma de você ver o case e a etiqueta de verdade antes de qualquer conversa.
O número do certificado aparece tarjado nas fotos publicadas, de propósito: número de certificado circulando na internet ligado a um anúncio é o que alimenta anúncio falso em outro lugar. Ele vai para o comprador na negociação, inteiro, para a conferência ser feita por quem está comprando.
A gente confere, e passa o número para você conferir também. As duas coisas, e não uma no lugar da outra.

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Quer saber quando chegar carta nova?
A gente avisa quando uma carta entra na vitrine, quando abre reserva e quando tem promoção. Você escolhe o que quer receber e sai da lista quando quiser.